sexta-feira, 21 de junho de 2013

Morte das revistas de eletrônica no Brasil



Olá,

Hoje eu estou prestando meu testemunho dos serviços prestados pelo grupo editorial bolina que é a editora que distribui a revista elektor no Brasil.

Eu fiz faz dois anos uma assinatura de um ano da revista elektor eletrônica. Todas as edições chegaram apesar de algumas edições terem chegado com um mês de atraso. Mas naquela época tudo bem desde que eu recebesse as revistas. Já que a coisa mais difícil hoje em dia é encontrar revista de eletrônica em banca de jornal. Daí a minha vontade inicial em fazer a assinatura.

Quanto terminou o prazo de um ano eu recebi uma ligação da editora perguntando se eu queria renovar a assinatura e eu concordei fazendo o plano de dois anos e pagando o valor da assinatura à vista. Nos primeiros 3 meses eu recebi as revistas e depois eu passei a não mais receber as edições. Tinha meses que eu recebia e tinha meses que eu não recebia até que eles simplesmente pararam de enviar totalmente as edições para minha casa. A última edição que eu recebi foi no final do ano passado.

Toda a parte legal e de contatos que eu estou fazendo para obter o ressarcimento foge um pouco do foco. O que eu realmente quero dizer é que é uma pena que as publicações nacionais sobre eletrônica estejam morrendo. Quero dizer é que as revistas de eletrônica tiveram um papel muito importante na divulgação da eletrônica. Trouxeram para as pessoas comuns a possibilidade de trabalhar com eletrônica e foram incentivadores de empresas e de carreiras profissionais - e eu me incluo nesta categoria.

Com o desaparecimento das bancas das revistas de eletrônica morre uma forma importante de divulgação de todo este maravilhoso mundo que é a eletrônica. E serviços de baixa qualidade prestados por empresas como o grupo editorial bolina só tende a afastar ainda mais pessoas que poderiam se tornar possíveis apaixonados por eletrônica.

Ou seja, não temos mais edições e publicações que divulguem e propaguem a eletrônica entre o público leigo, temos escolas e universidades que não incentivam a realização e a experimentação de projetos - formam apenas trocadores de placa e fazedores de relatórios - e temos um comércio morto que cobra preços abusivos com um serviço de baixa qualidade e tecnicamente despreparado. Todos estes fatores só podem levar o nosso País a mais dependência tecnológica no futuro.

Um abraço,


José Paulo

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